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29.10.14

Estofar

Há uns tempos atrás, o meu marido foi agraciado com umas poltronas vindas da beira da estrada.
Estavam impecáveis na estrutura mas o tecido estava desbotado, manchado e rasgado. Impróprias para nos sentarmos e expormos na nossa casa. Vi logo o potencial das poltronas.

Só o mês passado é que consegui tempo e ideias para proceder ao seu restauro.
Na loja de tecidos que costumo visitar e de quem sou amiga, encontrei o tecido ideal. A escolha foi feita depois da decisão do local da casa onde iriam estar. Pensei que, ficando no hall dos quartos ou mesmo no quarto das minhas filhas, ficariam muito bem. Na sala já não existe muito espaço, para além de que tenho na sala uma outra poltrona, já com lugar cativo, e que também precisa de restauro.

Em 3 dias separados, retirei o tecido velho, cortei e cosi todas as peças. O tecido antigo serviu como molde para as novas peças. No meio de muitas e muitas provas, lá consegui dar por terminado o trabalho da primeira poltrona. Foi extremamente gratificante. Só passados mais uns dias é que tive disponibilidade para tratar da segundo poltrona. Estão lindas. Adoro-as.

Estou muito contente: menos um mono para engrossar as toneladas de poluição e mais um apoio ao ambiente e à Terra.



1.5.13

Dia da mãe

Novas bolachinhas para o dia da mãe. Obriguei-me a fazer as bolachas porque combinei. Se assim não fosse nunca mais começava.
Desta vez custou um pouco fazer todo o trabalho mas tive a ajuda da minha sobrinha Catarina. Está sempre pronta a ajudar, é um mimo.
Voltei a ter problemas com a cobertura de glacê porque continuo o cometer o mesmo erro: faço tudo a olho. E depois, como não me apetece emendar porque estou ávida de começar a decorar, o glacé fica demasiado mole e escorre pelas bolachas. Resolvi o problema cortando e retirando parte da cobertura depois de seca.

Apreciem e digam se gostam.







29.4.13

Passeios pelo campo

Em Abril, assim que apareceram os primeiros raios de sol, a seguir às chuvas, fui apanhar espargos.

E eu a pensar que só havia espargos no campo, lá para o campo a valer, pelo meio do Alentejo profundo. Mas não. Há por todo o campo. Aqui mesmo, junto à minha casa, em poucos metros de terreno baldio nasce uma variedade muito diferente dos do supermercado. Estes são selvagens, claro. E têm um sabor suave a alho. São mais estreitos, alguns são verdes e outros mais escuros.

Gosto de comer os espargos ao natural: escaldados e mais nada. É como gosto dos camarões selvagens e da lagosta genuína. Será que as melhores coisas do mundo sabem melhor se forem cozinhadas ao natural?

22.4.13

Recuperação de mobiliário

Estava na esplanada do café, perto da minha antiga casa, quando vi algumas pessoas a carregarem um cadeirão velho para a beira do caixote do lixo. Fiquei interessada mas na dúvida. Um amigo que estava comigo, especialista em restauro e em história de arte, ficou interessadíssimo mas triste por já não ter espaço para mais aquele móvel. É claro que o trouxe para a minha casa actual, que por aquela altura estava já a terminar a construção e podia albergar móveis velhos.

Só o ano passado é que deitei mãos ao cadeirão. Depois de tratar da madeira, dediquei-me aos estofos com ajuda da minha irmã. Num instante estava terminado. Não consigo datar o cadeirão com exactidão, mas penso que será das décadas de 50 a 70. É lindo, adoro-o. Dá-me uma alegria imensa e uma satisfação sem par poder olhá-lo todos os dias e saber que não paguei uma pequena fortuna para o ter, apenas gastos em materiais e tempo despendido.


Antes de tratar a madeira mas já depois de ter desmontado a estrutura do assento e das costas

Pode ver-se a madeira antes de lixada (zona com verniz brilhante) e depois de lixada (zona sem brilho)

O meu lindo cadeirão

Pormenor do braço do cadeirão, já polido e envernizado com verniz com pouco brilho.

Pormenor das costas, num tecido com padrão.



21.4.13

Estofar um cadeirão

Primeiro foi retirada toda a espuma e cintas do estofo. Lavou-se o cadeirão e foi depois lixado por duas vezes. A primeira vez foi utilizada uma lixa 80 para remover o verniz. A segunda foi para amaciar a madeira e prepará-la para o novo verniz e foi utilizada uma lixa 200 (se não me engano). A madeira ficou macia e suave ao tacto. Depois de limpo do pó, foram dadas duas demãos de verniz sem brilho com um pincel.

Quando as madeiras estavam preparadas passou-se ao trabalho de estofar. Primeiro foi necessário colocar as cintas que servem de amortecedor, tanto nas costas, como no assento. Foram pregadas à madeira com agrafes. A parte mais trabalhosa é o estofamento propriamente dito. Conheço dois tipos de espuma: a amarela e a cinzenta. A segunda é a mais espessa. Dentre cada uma existem várias espessuras. A espessura da espuma a utilizar foi escolhida a olho; amarela mas nem muito larga nem demasiado fina.

As camadas são como se segue: depois das cintas a espuma, depois um tecido fino de espuma (nem sei o nome mas pode ver-se pelas fotos) e depois o tecido final. O importante é esticar bastante bem todos os tecidos, em especial o final. Isto é importante para que não fique uma marca no sofá ou cadeirão cada vez que alguém se senta.

1ª parte- colocar cintas bem esticadas



2ª parte-colocar a espuma e o tecido de espuma fino e prender com agrafes. Cortar os excessos. Manter marcado com pregos os locais em que posteriormente se colocarão os parafusos para montar o cadeirão na estrutura.

3ª parte- colocar o tecido de revestimento bem esticado e prender com agrafes.

3ª parte- continuação da colocação do tecido final.

4ª parte- finalização do estofamento.

A Primavera chegou

A primavera inundou a minha casa. O calor começou, deixou de chover e o sol brilha tanto que, por vezes, precisamos fechar as cortinas.
Não me contive e deixei que as flores se fossem chegando para dentro de portas. Assim até a vida é leve.



O postal com o coelhinho foi feito por mim e pela minha filha de 9 anos. Não ficou uma delícia?

10.12.12

Bolsas dos gatos

Iniciei uma linha de bolsas mais fáceis de realizar e que me levem menos tempo.
Nas bolsas das fadas todas as roupas e acessórios são cosidos à mão; os bordados são mais cuidados e despendo bastante mais tempo com cada uma.
Nas bolsas dos gatos, pelo contrário, os tecidos são aplicados à máquina e os bordados são muito simples. O tempo despendido é menor e o valor de cada uma também é menor.

Mas aqui ficam as duas bolsas realizadas.

Gata das Flores

Gata Verde

Bolsas das fadas

Aqui ficam algumas bolsas que ainda não tinha partilhado aqui: a fada vaidosa e a fada dos gatos.
A fada vaidosa não pôs as asinhas porque é muito vaidosa e foi levá-las à lavandaria para ficarem a brilhar.

Fada Vaidosa

Fada dos Gatos


12.11.12

Trabalhos terminados

Tenho demorado em mostrar como ficaram alguns móveis que andei a recuperar.
Tinha encontrado uma cadeira no Algarve que já tinha mencionado antes mas agora posso mostrar como ficou. Gosto tanto dela que ficou no meu quarto. Não tem servido para nada, mas penso nela para ser usada um dia quando for velhinha e estiver doente: as visitas hão-de sentar-se nela. Foi lixada e tive de colar alguns pontos mais frágeis ou descolados. Depois foi pintada com duas demãos de tinta lilás.

O candeeiro ao canto também foi recuperado. Era um candeeiro que tinha sido duma tia-avó do meu marido. Da primeira vez que veio para nossa casa tratei dele mantendo o estado original: lixei suavemente e encerei. Entretanto mudei de casa e o candeeiro não se enquadrava na decoração que eu gosto para além de estar a precisar de tratamento. Optei por pintá-lo num tom de cinzento que me transmite calma, frescura e ambientes suaves. Como ainda não encontrei um abatjour que goste, optei por colocar por cima do antigo um tecido de seda preso com um laçarote. Acho que para já é um elemento de gozo e divertimento. Estou a falar do abatjour. É que cada vez que olho para ele dá-me vontade de rir. Estes elementos na decoração também fazem falta.



Podem ver, nas fotos em baixo, o antes e o depois da recuperação.


27.6.12

Fada gulosa

A mãe duma colega da minha filha de 8 anos disse-me:
- Vejamos, os cupcakes não são nada mais que queques. Mas hoje todos lhes chamam cupcakes.
Ao que eu respondi:
- Sim, são queques. Mas são diferentes. São queques especiais. Estão lindamente enfeitados, enquanto os queques são simples e secos.

E é assim mesmo. Quem bordaria alguma vez um simples queque? Quem pintaria um simples queque? E quem escolheria comer um queque a um cupcake? O cupcake é um queque ricalhaço: adicionam-se umas pepitas de chocolate, uns pedaços de fruta, uns aromas ou doces no recheio e enfeitam-se com chantilly, chocolate, gomas ou confetis.




                                                                                                               

A fada gulosa também nunca comeria um simples queque.

13.5.12

Novas bolsas

Terminei estas bolsas da fada.
Estava inspirada apenas para as fadas.
Não fiz a africana nem o anjo em nenhum dos padrões de tecido.Fica para uma próxima vez.

Infelizmente já todas têm dona ou destino marcado.
Mas ficam aqui para a posteridade e para que não me esqueça que as criei.

Fada dos Gatos

Fada Dorminhoca

Fada Cristina

28.4.12

Bolo de chocolate e amoras selvagens do Algarve

Este bolo de chocolate é muito simples e fácil de fazer. Decorei-o com mascarpone batido com açúcar e recheei-o com iogurte de mirtilos e o creme que usei para a decoração.




Receita do bolo de chocolate

Para a massa
4 ovos
1 chávena de açúcar
2 chávenas de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 chávena de chocolate ou cacau em pó
1 chávena de óleo

Misturar todos os ingredientes. Adicionar aos poucos 1 chávena de água a ferver e continuar a bater até estarem bem misturados. Não costumo adicionar a totalidade da chávena de água.

Levar ao forno a 160º C durante aproximadamente 30 minutos ou experimentar espetar um palito, quando estiver seco é porque está pronto. Deixar arrefecer. Rechear e decorar com amoras ou mirtilos.

Cobertura

1 pacote de 1/2 kg de queijo mascarpone
açúcar em pó (glacê)
leite q.b.

Bater até estar bem desfeito. Ir adicionando algum leite para poder misturar melhor e para o mascarpone não ficar em pedaços grandes.

Recheio
1 iogurte de mirtilos

8.4.12

Almoço de Domingo de Páscoa

Hoje estive inspirada e os pratos foram aparecendo sem pensar neles com antecedência.

Pequei no cebolinho, lavei-o, cortei-o e salteei-o em óleo de sésamo tostado com uma pedra de sal. O tempero foi uma escolha momentânea: miso branco e raspa de casca de limão no final.


O arroz foi cozido simples com uma pitada de sal. As cenouras foram cozidas em água e sal e depois escorridas, temperadas com um fio de azeite, malte de trigo e alecrim e levei ao forno para glacear.

Os arrepiados de tofu foram fritos em óleo abundante. Fiz uma mistura de cenoura ralada, tofu esboroado, milho e cebola picada. Juntei um polme de farinha, água e ovo que juntei a mistura anterior.

A beterraba foi cozida em água e sal, escorrida e depois temperada com vinagre e sumo e casca de limão.

Arroz semi-integral cozido, cebolinho com miso doce e raspa de casca de limão, cenouras glaceadas com alecrim, arrepiados de tofu e beterraba piclada em limão.

Maçã assada com canela e malte de trigo com mousse suave de chocolate.
Adoro os meus pratos novos, oferecidos pela minha mãe no Natal.

5.4.12

Bolo da Primavera

Há muito tempo que não escrevo aqui.
Mas assim que fiz este bolo vi logo que tinha de a publicar.

A receita é um simples bolo que depois é recheado e decorado com um creme.
Como gosto muito de coisas fáceis, opto por trabalhar o mascarpone.
É um queijo que segue um processo semelhante às natas e ao iogurte, obtém-se através da acidificação da nata juntando ácido tártaro.E, como tal, sabe a natas.
Assim, é só juntar açúcar ou malte de trigo (para quem não quiser usar açúcar) e ficamos com uma excelente consistência para a decoração de bolos. Não é preciso bater muito tempo, como acontece com as natas para formar chantilly.

A lateral do bolo foi feita com o saco de pasteleiro equipado com um bico achatado, depois de ter sido barrado. Foi mais fácil do que pensava.

Nem é preciso dizer, mas estava delicioso.


9.12.11

Culinária

Ontem à tarde estive entretida a fazer bolos.
Experimentei fazer os Popcakes pela primeira vez. São bolinhas de bolo esfarelado misturado com natas e depois cobertos com chocolate.
Como só queria fazer alguns para experimentar, aproveitei e fiz um bolo grande a que cortei os lados. Com esses pedaços de bolo é que experimentei os popcakes, que ficaram lindos, embora só tenha feito dois para colocar no bolo. Com a massa restante fiz alguns e ainda estão a secar e a endurecer no frigorífico. Depois mostro como ficaram.

O bolo grande foi recheado e revestido com chantily e forrado dos lados com amêndoas previamente laminadas e tostadas no forno.





22.3.11

Achados

Os meus achados da praia vêm nas marés e eu trago-os para casa na esperança de um dia fazer alguma coisa com eles. Guardo-os no meu sítio preferido da casa e, para já, decoram o espaço.





Bolsas

 By myself

O anjo

A fada, a preta e o anjo

A preta




19.3.11

Mala

Mala em tecido, fabrico by myself, com aplicação e bolso interior em tecido florido.




Banco


Adoro apanhar móveis que os outros não querem. Adoro tudo o que é verdadeiramente grátis: presentes, vegetais da horta, frutas do pomar, flores selvagens... E há uma infinidade de coisas por aí à solta: prontas para serem cuidadas, comidas, tratadas e usadas.





Este banco é uma dessas coisas. Apanhei-o ao lado do caixote do lixo depois de um jantar com amigos. Há muitas ideias que bailam na minha cabeça mas ainda não me decidi.

Aceito sugestões para a recuperação deste banco.