Há uns tempos atrás, o meu marido foi agraciado com umas poltronas vindas da beira da estrada.
Estavam impecáveis na estrutura mas o tecido estava desbotado, manchado e rasgado. Impróprias para nos sentarmos e expormos na nossa casa. Vi logo o potencial das poltronas.
Só o mês passado é que consegui tempo e ideias para proceder ao seu restauro.
Na loja de tecidos que costumo visitar e de quem sou amiga, encontrei o tecido ideal. A escolha foi feita depois da decisão do local da casa onde iriam estar. Pensei que, ficando no hall dos quartos ou mesmo no quarto das minhas filhas, ficariam muito bem. Na sala já não existe muito espaço, para além de que tenho na sala uma outra poltrona, já com lugar cativo, e que também precisa de restauro.
Em 3 dias separados, retirei o tecido velho, cortei e cosi todas as peças. O tecido antigo serviu como molde para as novas peças. No meio de muitas e muitas provas, lá consegui dar por terminado o trabalho da primeira poltrona. Foi extremamente gratificante. Só passados mais uns dias é que tive disponibilidade para tratar da segundo poltrona. Estão lindas. Adoro-as.
Estou muito contente: menos um mono para engrossar as toneladas de poluição e mais um apoio ao ambiente e à Terra.
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29.10.14
22.4.13
Recuperação de mobiliário
Estava na esplanada do café, perto da minha antiga casa, quando vi algumas pessoas a carregarem um cadeirão velho para a beira do caixote do lixo. Fiquei interessada mas na dúvida. Um amigo que estava comigo, especialista em restauro e em história de arte, ficou interessadíssimo mas triste por já não ter espaço para mais aquele móvel. É claro que o trouxe para a minha casa actual, que por aquela altura estava já a terminar a construção e podia albergar móveis velhos.
Só o ano passado é que deitei mãos ao cadeirão. Depois de tratar da madeira, dediquei-me aos estofos com ajuda da minha irmã. Num instante estava terminado. Não consigo datar o cadeirão com exactidão, mas penso que será das décadas de 50 a 70. É lindo, adoro-o. Dá-me uma alegria imensa e uma satisfação sem par poder olhá-lo todos os dias e saber que não paguei uma pequena fortuna para o ter, apenas gastos em materiais e tempo despendido.
Só o ano passado é que deitei mãos ao cadeirão. Depois de tratar da madeira, dediquei-me aos estofos com ajuda da minha irmã. Num instante estava terminado. Não consigo datar o cadeirão com exactidão, mas penso que será das décadas de 50 a 70. É lindo, adoro-o. Dá-me uma alegria imensa e uma satisfação sem par poder olhá-lo todos os dias e saber que não paguei uma pequena fortuna para o ter, apenas gastos em materiais e tempo despendido.
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| Antes de tratar a madeira mas já depois de ter desmontado a estrutura do assento e das costas |
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| Pode ver-se a madeira antes de lixada (zona com verniz brilhante) e depois de lixada (zona sem brilho) |
| O meu lindo cadeirão |
| Pormenor do braço do cadeirão, já polido e envernizado com verniz com pouco brilho. |
| Pormenor das costas, num tecido com padrão. |
21.4.13
Estofar um cadeirão
Primeiro foi retirada toda a espuma e cintas do estofo. Lavou-se o cadeirão e foi depois lixado por duas vezes. A primeira vez foi utilizada uma lixa 80 para remover o verniz. A segunda foi para amaciar a madeira e prepará-la para o novo verniz e foi utilizada uma lixa 200 (se não me engano). A madeira ficou macia e suave ao tacto. Depois de limpo do pó, foram dadas duas demãos de verniz sem brilho com um pincel.
Quando as madeiras estavam preparadas passou-se ao trabalho de estofar. Primeiro foi necessário colocar as cintas que servem de amortecedor, tanto nas costas, como no assento. Foram pregadas à madeira com agrafes. A parte mais trabalhosa é o estofamento propriamente dito. Conheço dois tipos de espuma: a amarela e a cinzenta. A segunda é a mais espessa. Dentre cada uma existem várias espessuras. A espessura da espuma a utilizar foi escolhida a olho; amarela mas nem muito larga nem demasiado fina.
As camadas são como se segue: depois das cintas a espuma, depois um tecido fino de espuma (nem sei o nome mas pode ver-se pelas fotos) e depois o tecido final. O importante é esticar bastante bem todos os tecidos, em especial o final. Isto é importante para que não fique uma marca no sofá ou cadeirão cada vez que alguém se senta.
Quando as madeiras estavam preparadas passou-se ao trabalho de estofar. Primeiro foi necessário colocar as cintas que servem de amortecedor, tanto nas costas, como no assento. Foram pregadas à madeira com agrafes. A parte mais trabalhosa é o estofamento propriamente dito. Conheço dois tipos de espuma: a amarela e a cinzenta. A segunda é a mais espessa. Dentre cada uma existem várias espessuras. A espessura da espuma a utilizar foi escolhida a olho; amarela mas nem muito larga nem demasiado fina.
As camadas são como se segue: depois das cintas a espuma, depois um tecido fino de espuma (nem sei o nome mas pode ver-se pelas fotos) e depois o tecido final. O importante é esticar bastante bem todos os tecidos, em especial o final. Isto é importante para que não fique uma marca no sofá ou cadeirão cada vez que alguém se senta.
| 1ª parte- colocar cintas bem esticadas |
| 3ª parte- colocar o tecido de revestimento bem esticado e prender com agrafes. |
| 3ª parte- continuação da colocação do tecido final. |
| 4ª parte- finalização do estofamento. |
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28.9.11
Plástico
Ontem vi um documentário acerca dos plásticos nos oceanos.
Fiquei pasmada. Já calculava que existia muito plástico a boiar nos oceanos. Alguns porque são atirados dos barcos de passageiros e mercadorias. Mas há muitos que vão parar aos oceanos através dos rios (?) ou dos esgotos.
Vi animais com pequenos pedaços de plástico no seu interior. Alguns peixes apresentavam pedaços que não saíam, algumas medusas tinham fios de pesca e pedaços de plástico agarrados que as impediam de se movimentar com a ligeireza anterior.
Isto já é muito mau. E para além disso foram apresentados resultados de estudos acerca de alguns químicos utilizados na composição do plástico e que têm efeitos sobre os humanos. As garrafas de água que consumimos não estão livres de ftalatos. Este químico é utilizado para tornar o plástico mais maleável e, como não se liga facilmente ao mesmo, é libertado para os fluidos.
Os ftalatos são desreguladores endócrinos e fazem aumentar o nível de estrogénio. O estrogénio é uma hormona que permite que se desenvolvam todas as características femininas. No caso duma mulher grávida dum bebé do sexo masculino, o excesso de estrogénio terá implicações ao nível do desenvolvimento dos órgãos masculinos.
Os resultados dum estudo apresentado no documentário mostram que os filhos rapazes de mulheres com ftalatos no sangue apresentaram problemas ao nível dos órgãos reprodutores: menor tamanho do pénis e testículos não descidos para o escroto.
Mas muito mais há para dizer já que encontrei vários estudos numa pesquisa rápida na net.
Para quem estiver interessado seguem-se alguns links de estudos.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422007000300027&script=sci_arttext
http://www.scielo.br/pdf/qn/v30n3/26.pdf
http://www.cib.csic.es/en/detalle_linea_investigacion.php?idlinea_investigacion=106
Fiquei pasmada. Já calculava que existia muito plástico a boiar nos oceanos. Alguns porque são atirados dos barcos de passageiros e mercadorias. Mas há muitos que vão parar aos oceanos através dos rios (?) ou dos esgotos.
Vi animais com pequenos pedaços de plástico no seu interior. Alguns peixes apresentavam pedaços que não saíam, algumas medusas tinham fios de pesca e pedaços de plástico agarrados que as impediam de se movimentar com a ligeireza anterior.
Isto já é muito mau. E para além disso foram apresentados resultados de estudos acerca de alguns químicos utilizados na composição do plástico e que têm efeitos sobre os humanos. As garrafas de água que consumimos não estão livres de ftalatos. Este químico é utilizado para tornar o plástico mais maleável e, como não se liga facilmente ao mesmo, é libertado para os fluidos.
Os ftalatos são desreguladores endócrinos e fazem aumentar o nível de estrogénio. O estrogénio é uma hormona que permite que se desenvolvam todas as características femininas. No caso duma mulher grávida dum bebé do sexo masculino, o excesso de estrogénio terá implicações ao nível do desenvolvimento dos órgãos masculinos.
Os resultados dum estudo apresentado no documentário mostram que os filhos rapazes de mulheres com ftalatos no sangue apresentaram problemas ao nível dos órgãos reprodutores: menor tamanho do pénis e testículos não descidos para o escroto.
Mas muito mais há para dizer já que encontrei vários estudos numa pesquisa rápida na net.
Para quem estiver interessado seguem-se alguns links de estudos.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422007000300027&script=sci_arttext
http://www.scielo.br/pdf/qn/v30n3/26.pdf
http://www.cib.csic.es/en/detalle_linea_investigacion.php?idlinea_investigacion=106
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