No Domingo lá fui assistir ao ensaio do grupo Tocá Rufar, cheguei atrasada e não achei boa ideia querer participar no ensaio ou sequer pedir para participar. Em qualquer altura posso iniciar. Para além do mais não sei se estou disponível para me apresentar todos os domingos às 9:30....custa sair de casa...é dia da molengueira.
A manhã estava de sol envergonhado e chuviscos. Estava frio e, apesar de me sentir desconfortável, gostei de ver, ouvir e perceber como não é difícil fazer uma "banda" apenas com o bombo.
28.3.11
25.3.11
Bom fim de semana
Hoje é 6ª feira e amanhã posso dormir até mais tarde.
Domingo penso ir ao ensaio do grupo Tocá Rufar no Seixal.
É um grupo de tocadores de bombo, unicamente bombo. O som é fabuloso, mexe connosco...espero gostar muito.
O ensaio para iniciados é no domingo, das 9:30 às 11:00 e o endereço da página do grupo deixo aqui.
Domingo penso ir ao ensaio do grupo Tocá Rufar no Seixal.
É um grupo de tocadores de bombo, unicamente bombo. O som é fabuloso, mexe connosco...espero gostar muito.
O ensaio para iniciados é no domingo, das 9:30 às 11:00 e o endereço da página do grupo deixo aqui.
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| Foto da página da Câmara Municipal do Seixal |
24.3.11
Caixas de charutos para casas de pássaros
Reutilizar, reutilizar, reutilizar...nem que seja depois de poluir os pulmões com cubanos.
As casinhas não foram pintadas por causa do cheiro. Mesmo a tinta acrílica (à base de água) tem algum cheiro que os pássaros podem não apreciar.
Os pássaros ainda não se deixaram cativar, mas assim que algum lá morar eu dou novidades.
As casinhas não foram pintadas por causa do cheiro. Mesmo a tinta acrílica (à base de água) tem algum cheiro que os pássaros podem não apreciar.
Os pássaros ainda não se deixaram cativar, mas assim que algum lá morar eu dou novidades.
23.3.11
Creme de abóbora
O creme de abóbora é apenas feito com abóbora, cebola, azeite e sal. No final é liquidificado e servido com alga nori cortada às tirinhas ou salsa picada.
A alga nori é uma folha feita a partir de algas marinhas processadas e secas. A nori já é mencionada no Japão desde o séc. VIII, em forma de pasta, mas a folha só começou a ser elaborada no séc. XVII, no período Edo.
A alga nori é uma folha feita a partir de algas marinhas processadas e secas. A nori já é mencionada no Japão desde o séc. VIII, em forma de pasta, mas a folha só começou a ser elaborada no séc. XVII, no período Edo.
Bolsas - antes e depois
Comprei o feltro na loja "Arco-íris a metro" no Laranjeiro e depois foi imaginar formas e cores.
Mais tarde comprei os fechos a condizer.
As bolsinhas são de tamanho 15 × 12 e podem ser usadas para guardar documentos do carro, produtos de cosmética e de higiene pessoal, colares, etc.
Mais tarde comprei os fechos a condizer.
As bolsinhas são de tamanho 15 × 12 e podem ser usadas para guardar documentos do carro, produtos de cosmética e de higiene pessoal, colares, etc.
22.3.11
Achados
Os meus achados da praia vêm nas marés e eu trago-os para casa na esperança de um dia fazer alguma coisa com eles. Guardo-os no meu sítio preferido da casa e, para já, decoram o espaço.
21.3.11
Favas novas
Salada de favas, temperada com azeite virgem, vinagre de arroz, sal, alho e ervas do jardim (folhinas de aipo, hortelã, salsa e coentros). As favas foram cozinhadas apenas 10-15 minutos para não ficarem muito escuras e manterem o sabor fresco e primaveril.
Bok-choy
Bok-choy (Pac Choi, Poc Choi, Bok Choy) é um vegetal de folhas verdes e caules brancos e largos, rico em vitamina A e C e de sabor muito agradável.
Normalmente gosto de saltear ou guisar esta couve chinesa. Hoje fiz este guisado com cenoura, temperado no final com shoyu (molho de soja).
Normalmente gosto de saltear ou guisar esta couve chinesa. Hoje fiz este guisado com cenoura, temperado no final com shoyu (molho de soja).
Primavera
20.3.11
Meia maratona de Lisboa
Hoje lá fui, a pedido do meu sogro, participar na meia maratona. Para mim e muitos outros tratou-se apenas duma mini maratona. O percurso era diferente e parece-me que eram apenas 7 km a andar. Muita gente participou, muita gente louca também (pela roupa divertida que levava, chapéus, balões). Para mim foi fácil de percorrer todo o caminho desde o Pragal até Belém passando pela ponte.
Adorei- a sensação de estar em cima da ponte a sentir a aragem, o barulho dos helicópteros e do combóio a passar e o fazer parte de um grupo de pessoas em movimento cada uma delas com um propósito seu. Gostei muito da tarifa grátis da Carris para os que participaram na maratona.
Não gostei- do lixo que as pessoas deixaram pelo chão sem necessidade porque todas levavam uma mochila ou um saco. Também não gostei da atitude da Transtejo que, para além de não ter implementado a tarifa grátis para aos participantes, ainda manteve os horários normais dos barcos. Em Belém os barcos apenas saíam de hora a hora e as filas para comprar bilhete eram de perder a paciência. No Cais do Sodré apenas funcionavam 50% das máquinas de bilhetes.
Adorei- a sensação de estar em cima da ponte a sentir a aragem, o barulho dos helicópteros e do combóio a passar e o fazer parte de um grupo de pessoas em movimento cada uma delas com um propósito seu. Gostei muito da tarifa grátis da Carris para os que participaram na maratona.
Não gostei- do lixo que as pessoas deixaram pelo chão sem necessidade porque todas levavam uma mochila ou um saco. Também não gostei da atitude da Transtejo que, para além de não ter implementado a tarifa grátis para aos participantes, ainda manteve os horários normais dos barcos. Em Belém os barcos apenas saíam de hora a hora e as filas para comprar bilhete eram de perder a paciência. No Cais do Sodré apenas funcionavam 50% das máquinas de bilhetes.
Dia do pai
Ontem fiz um jantar especial para o dia do pai. Frango assado, puré de batata doce e maçã, arroz e salada.
O frango foi barrado com uma pasta feita com 1 colher de sopa de margarina, salsa picada, 1 dente de alho e 1 colher de chá de sal. Vai depois ao forno até estar corado, altura em que se vira o frango para corar nas costas (mais ao menos 1 hora no total).
19.3.11
Depois das minhas tentativas falhadas de fotografar o jardim, o meu filho pegou na sua máquina fotográfica HD e tirou umas fotos magníficas.
O morango mais delicioso do jardim.
A flor de um possível morango.
O único limão do jardim.
O morango mais delicioso do jardim.
A flor de um possível morango.
O único limão do jardim.
Banco
Adoro apanhar móveis que os outros não querem. Adoro tudo o que é verdadeiramente grátis: presentes, vegetais da horta, frutas do pomar, flores selvagens... E há uma infinidade de coisas por aí à solta: prontas para serem cuidadas, comidas, tratadas e usadas.

Este banco é uma dessas coisas. Apanhei-o ao lado do caixote do lixo depois de um jantar com amigos. Há muitas ideias que bailam na minha cabeça mas ainda não me decidi.
Aceito sugestões para a recuperação deste banco.
18.3.11
Equinócio



A Primavera começa a 20 de Março, às 23:21h, de acordo com o departamento de aplicações astronómicas do Observatório naval dos Estados Unidos.
Para o ano de 2011 segue-se a informação:
2011 2011 Perihelion Jan 3 19 Equinoxes Mar 20 23 21 Sept 23 09 05 Aphelion July 4 15 Solstices June 21 17 16 Dec 22 05 30O equinócio é o momento do ano em que o dia e a noite têm a mesma duração. Ou seja, 12 horas exactas.
17.3.11
13.1.07
| This Is My Life, Rated | |
| Life: | |
| Mind: | |
| Body: | |
| Spirit: | |
| Friends/Family: | |
| Love: | |
| Finance: | |
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24.11.06
VIAGENS
22.11.06
JAMIROQUAI
Corner Of The Earth
Little darlin' don't you see the sun is shining
Just for you, only today
If you hurry you can get a ray on you, come with me, just to play
Like every humming bird and bumblebee
Every sunflower, cloud and every treeI feel so much a part of this
Nature's got me high and it's beautiful
I'm with this deep eternal universe
From death until rebirth
This corner of the earth is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me
So inspired of that there's nothing left to do or say
Think I'll dream, 'til the stars shine
The wind it whispers and the clouds don't seem to care
And I know inside, that it's all mine
It's the chorus of the breakin' dawn
The mist that comes before the sun is born
To a hazy afternoon in May
Nature's got me high and it's so beautiful
I'm with this deep eternal universe from death until rebirth
You know that this corner of the earth is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessedWhen the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me
This corner of the earth, is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for freeI know this corner of the earth it smiles at me
Little darlin' don't you see the sun is shining
Just for you, only today
If you hurry you can get a ray on you, come with me, just to play
Like every humming bird and bumblebee
Every sunflower, cloud and every treeI feel so much a part of this
Nature's got me high and it's beautiful
I'm with this deep eternal universe
From death until rebirth
This corner of the earth is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me
So inspired of that there's nothing left to do or say
Think I'll dream, 'til the stars shine
The wind it whispers and the clouds don't seem to care
And I know inside, that it's all mine
It's the chorus of the breakin' dawn
The mist that comes before the sun is born
To a hazy afternoon in May
Nature's got me high and it's so beautiful
I'm with this deep eternal universe from death until rebirth
You know that this corner of the earth is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessedWhen the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me
This corner of the earth, is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for freeI know this corner of the earth it smiles at me
16.11.06
RIMBAUD
Voltou do nada e atingiu-me o cérebro, hoje, depois de ter levantado os olhos do teclado.
Nem sei bem porquê ou para quê.
Ressoou por muito tempo nos meus lugares mais escondidos mas aplaquei-o.
Ei-lo aqui:
Nem sei bem porquê ou para quê.
Ressoou por muito tempo nos meus lugares mais escondidos mas aplaquei-o.
Ei-lo aqui:
Que me aluguem enfim este túmulo,
branqueado a cal com as linhas do
cimento em relevo - muito longe debaixo de terra.
(...)
Mais abaixo os esgotos. Dos lados, só a espessura do globo.
Iluminações
27.10.06
PUZZLE DELIRANTE
Joguei durante a tarde.
Encontrei-o na sociedade anónima e foi um prazer.
Espero que se deleite, quem por aqui passar.
Aqui está: http://www.epuzzle.co.uk/
Encontrei-o na sociedade anónima e foi um prazer.
Espero que se deleite, quem por aqui passar.
Aqui está: http://www.epuzzle.co.uk/
25.10.06
TROCA DE PRESENTES
Ela, com as mãos atrás das costas:
- Tenho um presente para ti. Foi difícil encontrar, já que tens tudo. Era o que mais querias há uns anos, agora não sei bem.
- Não precisavas.
- É um prazer dar-te o presente.
Ele expectante. Ela sem saber bem o que dizer a seguir.
- Aqui vai...
E coloca-lhe nos lábios um beijo sensual.
Nele, um momento de baque, os lábios entreabertos a pedir mais....
-Isto é o embrulho?
- Não tive tempo de fazer o embrulho. Isto é o presente.
- Foi delicioso...Não te disse, ainda, mas tenho um presente para ti.
E coloca nos lábios sorridentes dela um beijo sensual e apaixonado com embrulho e laçarote.
- Tenho um presente para ti. Foi difícil encontrar, já que tens tudo. Era o que mais querias há uns anos, agora não sei bem.
- Não precisavas.
- É um prazer dar-te o presente.
Ele expectante. Ela sem saber bem o que dizer a seguir.
- Aqui vai...
E coloca-lhe nos lábios um beijo sensual.
Nele, um momento de baque, os lábios entreabertos a pedir mais....
-Isto é o embrulho?
- Não tive tempo de fazer o embrulho. Isto é o presente.
- Foi delicioso...Não te disse, ainda, mas tenho um presente para ti.
E coloca nos lábios sorridentes dela um beijo sensual e apaixonado com embrulho e laçarote.
22.10.06
PRAZER

Onde estiveste todo este tempo?
Nunca te vi mas sempre te desejei em sonhos.
O teu cheiro, o toque, a envolvência, até o teu sabor, sabia-os de sonhos. Apenas de sonhos. Aqueles meus sonhos de olhos acordados.
Ontem encontrei-te e foi uma loucura o ter-me deixado envolver por ti durante toda uma manhã e tarde.
Agora que te senti dentro de mim e te saboreei até ao último dos teus sucos, és a minha droga. Vivo para te sentir novamente.
Procuro-te em todo o lado. Sei que dificilmente de alcançarei novamente.
Não me apareças nas mãos de alguém. Não te atrevas a pertencer senão a mim. Sucumbirei se assim fôr.
Foto de www.aondevamoscomer.com
ALIMENTAR / ELEMENTAR
As crianças têm sede de conhecimento e fome também.
Pergutam: "como apareceu o primeiro homem?", "pode cair um meteorito na terra?", "porque é que morremos?".
Tanta fome, tante sede.
Não há respostas certas para algumas perguntas. As respostas vão sendo decobertas pelas crianças ao longo da vida.
É preciso saciar-lhes a fome. Mas como?
O bebé tem fome de leite. A mãe alimenta-o. Segura-o, aconchega-o no colo, olha-o com ternura e dá-lhe mama (ou biberão). A mãe deseja aquele momento de ternura, aquela ligação especial. O bebé também o deseja pelo saciar da fome e pelo prazer total.
A alimentação é uma experiência única que envolve o alimento, o toque, o cheiro, o olhar, os sons (inclusivé a voz materna). Não é só meter comida ou leite pela goela aberta do bebé. Se assim é deixa de ser uma experiência completa que envolve emoções e sentimentos para passar a ser apenas algo funcional: toma lá, já está.
Já vi disto. E era assim. O bebé estava deitado numa cadeirinha no chão de uma sala de espera. A mãe pegou no biberão e colocou-o na boca do bebé, sustentando-o com a ajuda de uma fralda. E o bebé ali ficou sem que a mãe o olhasse, sem que o tocasse, sem sentir o cheiro dela. A alimentação para ele era apenas uma função de encher o estômago.
Parece-me que o mesmo se passa com o conhecimento. Temos sede e fome de conhecimento. Por vezes temos substitutos das mães e dos pais que apenas nos apresentam o conhecimento de uma forma muito funcional: toma lá, já está, espero que aprendas.
A educação é também uma experiência única e completa.
Pergutam: "como apareceu o primeiro homem?", "pode cair um meteorito na terra?", "porque é que morremos?".
Tanta fome, tante sede.
Não há respostas certas para algumas perguntas. As respostas vão sendo decobertas pelas crianças ao longo da vida.
É preciso saciar-lhes a fome. Mas como?
O bebé tem fome de leite. A mãe alimenta-o. Segura-o, aconchega-o no colo, olha-o com ternura e dá-lhe mama (ou biberão). A mãe deseja aquele momento de ternura, aquela ligação especial. O bebé também o deseja pelo saciar da fome e pelo prazer total.
A alimentação é uma experiência única que envolve o alimento, o toque, o cheiro, o olhar, os sons (inclusivé a voz materna). Não é só meter comida ou leite pela goela aberta do bebé. Se assim é deixa de ser uma experiência completa que envolve emoções e sentimentos para passar a ser apenas algo funcional: toma lá, já está.
Já vi disto. E era assim. O bebé estava deitado numa cadeirinha no chão de uma sala de espera. A mãe pegou no biberão e colocou-o na boca do bebé, sustentando-o com a ajuda de uma fralda. E o bebé ali ficou sem que a mãe o olhasse, sem que o tocasse, sem sentir o cheiro dela. A alimentação para ele era apenas uma função de encher o estômago.
Parece-me que o mesmo se passa com o conhecimento. Temos sede e fome de conhecimento. Por vezes temos substitutos das mães e dos pais que apenas nos apresentam o conhecimento de uma forma muito funcional: toma lá, já está, espero que aprendas.
A educação é também uma experiência única e completa.
15.10.06
NO TEMPO DOS SONHOS DE OLHOS ABERTOS, SONHEI:
13.10.06
AJUDA

Acende aqui esta vela, é para preservar a inocência.
Obrigada à Maria, pela lembrança.
Foto de www.perkowitz.net
12.10.06
EU, ARMADA EM ORIENTADORA
Foto de tangodiva.com
-Então e a sua tese é sobre que assunto?
-Vou explanar sobre os episódios que grassam incessantemente vorazes nos meandros dos estabelecimentos e que, como o nome indica, se reportam à diversidade.
(Aaahhh, estou a ver, vão ser folhas e mais folhas de um amontoado de palavras de sonoridade prazenteira mas sem nexo)
EU, CHEIA DE PRESSA EM DESCANSAR

A mais velha quis comer pão.
Foi uma fita desgraçada porque não quis o pão que tinha só umas pontinhas de bolor.
A mais nova viu e quis logo comer pão.
Foi a saltitar para a cozinha e a cantar "vou comer pão".
A mim, que não me apetecia cortar mais fatias "e a minha queridinha não quer antes uma bolachinha tão boa com pepitas de chocalte, ãhn".
"Não! Quero comer pão".
RRRRRRRR
Lá fui cortar fatias de pão sem bolor.
"E queres pão com quê?"
"Com manteiga azul."
(E se eu desse a esta o pão com bolor? Assim já não tinha que barrá-lo).
NHA TERRA
Em tempos pensei agradecer aos tropas que estiveram na Guiné-Bissau o terem ajudado a manter a guerrilha (como lhe chamavam) em zonas longe da capital.
Mas há muito tempo que sei que aquele era o espaço de todos nós (brancos e pretos), era tanto a minha terra como a dos que lá viviam. Ainda hoje admiro o Amílcar Cabral, só tenho muita pena que as gentes actuais tenham deixado descambar a minha terra e não a tenham amado como deveria ser amada. Não amem cada pedacinho de terra, de mar, de rio lamacento, de pântanos, de lagos com nenúfares, de verde até perder de vista, do cheiro da chuva a bater em bátegas na poeira vermelha das estradas do interior.
No fundo as nossas vidas são manobradas por outros que, por azar das circunstâncias, têm mais poder do que nós; pelo momento histórico que nos tolda o pensamento...
Mas há muito tempo que sei que aquele era o espaço de todos nós (brancos e pretos), era tanto a minha terra como a dos que lá viviam. Ainda hoje admiro o Amílcar Cabral, só tenho muita pena que as gentes actuais tenham deixado descambar a minha terra e não a tenham amado como deveria ser amada. Não amem cada pedacinho de terra, de mar, de rio lamacento, de pântanos, de lagos com nenúfares, de verde até perder de vista, do cheiro da chuva a bater em bátegas na poeira vermelha das estradas do interior.
No fundo as nossas vidas são manobradas por outros que, por azar das circunstâncias, têm mais poder do que nós; pelo momento histórico que nos tolda o pensamento...
2.10.06
MERDAS QUE CHATEIAM
Quando desenvolvemos um trabalho esperamos a recompensa.
Pode ser em géneros ou em dinheiro (que afinal é um género, também).
Nunca trabalhamos em vão.
A recompensa pode até ser o bem-estar de ver o trabalho terminado ou ver reconhecidas as nossa capacidades de o realizar; pode ser a obtenção de um grau de mestre ou doutor; pode ser também ver o outro criado ou saudável.
Neste último trabalho que fiz ainda não vi nenhuma destas.
Depois de ter aturado um ser que de humano só tem fachada ou máscaras, ter realizado e ter ajudado num trabalho que era apenas um amontoado de palavras bonitas, vejo-me privada da única retribuição que poderia ajudar a um sentimento mais ameno.
Há pessoas destas.
Como obrigar ao pagamento? Passa pela minha afirmação inequívoca dessa necessidade; pela minha frontalidade; pela minha assertividade.
Logo se vê, mas não me queixo mais.
O próximo post será de denúncia: com nome, idade, tipo de trabalho, e tudo o resto.
Posso denegrir?
Serei, alguma vez, colocada perante a justiça pelas minhas palavras?
Como dizem no Alentejo "Ah, puta dum cabrão".
Pode ser em géneros ou em dinheiro (que afinal é um género, também).
Nunca trabalhamos em vão.
A recompensa pode até ser o bem-estar de ver o trabalho terminado ou ver reconhecidas as nossa capacidades de o realizar; pode ser a obtenção de um grau de mestre ou doutor; pode ser também ver o outro criado ou saudável.
Neste último trabalho que fiz ainda não vi nenhuma destas.
Depois de ter aturado um ser que de humano só tem fachada ou máscaras, ter realizado e ter ajudado num trabalho que era apenas um amontoado de palavras bonitas, vejo-me privada da única retribuição que poderia ajudar a um sentimento mais ameno.
Há pessoas destas.
Como obrigar ao pagamento? Passa pela minha afirmação inequívoca dessa necessidade; pela minha frontalidade; pela minha assertividade.
Logo se vê, mas não me queixo mais.
O próximo post será de denúncia: com nome, idade, tipo de trabalho, e tudo o resto.
Posso denegrir?
Serei, alguma vez, colocada perante a justiça pelas minhas palavras?
Como dizem no Alentejo "Ah, puta dum cabrão".
30.9.06
MAFALDA ARNAUTH
AUDÁCIA (do álbum Diário)
Dá-me um pedacinho mais de coragem
E põe nos meus gestos audácia
Diz que sou capaz de ser e fazer melhor
Que eu não acredito
Que isto seja tudo
E que fique mudo este meu pensar.
Tira-me este frágil conforto
Que me traz em paz simulada
Nada é intocável na vida
Que eu prefiro o cruel da verdade
Que andar à toa e doer bem mais
Descobrir a vida tarde demais.
Já lá vai o fado escuro
Já lá vai o medo em muro
Já lá vai não querer dizer o que aí vem
Já lá vai não querer saber p’ra onde vai
Já lá vai o não querer ver
Que é sem segredo
Que damos cabo do medo.
Sou um pé de vento contido
Procurando a rosa dos ventos
Que todos trazemos na alma
Eu não sei caminhar sem um norte
Quero o como, por onde o porquê também
Eu não vivo só entregue à minha sorte.
Levanto a poeira das estradas
Numa inquietante ansiedade
De quem tem a sede do mundo
E a explosão que acompanha a partida
Faz-me crer que lá vai a tristeza
Faz-me ter certeza que a noite está vencida
Podem visitar aqui e aqui
Dá-me um pedacinho mais de coragem
E põe nos meus gestos audácia
Diz que sou capaz de ser e fazer melhor
Que eu não acredito
Que isto seja tudo
E que fique mudo este meu pensar.
Tira-me este frágil conforto
Que me traz em paz simulada
Nada é intocável na vida
Que eu prefiro o cruel da verdade
Que andar à toa e doer bem mais
Descobrir a vida tarde demais.
Já lá vai o fado escuro
Já lá vai o medo em muro
Já lá vai não querer dizer o que aí vem
Já lá vai não querer saber p’ra onde vai
Já lá vai o não querer ver
Que é sem segredo
Que damos cabo do medo.
Sou um pé de vento contido
Procurando a rosa dos ventos
Que todos trazemos na alma
Eu não sei caminhar sem um norte
Quero o como, por onde o porquê também
Eu não vivo só entregue à minha sorte.
Levanto a poeira das estradas
Numa inquietante ansiedade
De quem tem a sede do mundo
E a explosão que acompanha a partida
Faz-me crer que lá vai a tristeza
Faz-me ter certeza que a noite está vencida
Podem visitar aqui e aqui
25.9.06
PROFESSORES

Sei que há os bons e os menos bons e que também existem os maus professores.
No final da semana passada fiquei a conhecer uma má professora.
Mostrou falta de respeito pelo aluno e pela mãe do aluno enquanto pessoas.
Incapaz de compreender um mau-estar do aluno, que eu sei ser uma frustração pela incapacidade em corresponder às suas próprias expectativas, gozou com o aluno em plena aula à frente de todos os outros.
O caso é que o aluno entregou uma folha de desenho em branco.
Trata-se de um bom aluno nas ciências exactas mas não tão bom na área da criatividade.
Imagino o sentimento de frustração que o invadiu por ter de entregar a folha em branco.
A professora pediu-lhe que voltasse para o lugar e tentasse fazer qualquer coisa. Um primeiro erro, embora desculpável. Considerou ser uma oportunidade para que o aluno conseguisse algo em poucos minutos.
O aluno sentiu-se "obrigado" a continuar no mesmo registo: continuar a sentir a mesma frustração e incapaz de apaziguá-la com a possibilidade de sair da sala depois de já ter tocado para a saída.
Amuou.
A professora falou com ele - então o menino amuou, foi?- Mais um erro, mas este, ao contrário do primeiro, denota falta de respeito pelos sentimentos e uma incapacidade em oferecer ajuda. Os colegas falaram com ele - então a professora deu-te um oportunidade e ficas assim? Devias estar agradecido!
O aluno sentiu-se criticado, gozado. Adicionou mais um rol de sentimentos negativos aos que já estava a sentir.
Só conseguiu reagir fugindo da sala.
A professora sente-se culpada, naturalmente. E resolve falar com a mãe.
Conta-lhe a sua versão do sucedido. Não se desculpa e ainda aproveita para criticar a mãe, de uma forma subtil, referindo que um comportamento daqueles do aluno não pode existir sendo a mãe quem é a nível profissional.
O que fazer com este novelo de disparates e má-formação?
Eu sou a favor de uma avaliação dos professores. Mas feita de uma forma adequada e isenta.
Não basta saber as notas que um prof deu a uma turma (excesso de negativas ou de positivas), nem a opinião que os pais têm do prof (que pode não ser isenta).
É necessário saber o perfil psicológico, a maturidade, a segurança, a resistência ao stress, a compreensão da faixa etária a que se candidata a dar aulas, a motivação, entre outras que não me ocorrem agora.
Afinal , dar aulas não pode ser algo que obrigatoriamente alguém faz apenas porque tem uma licenciatura.
O lugar de professor pode até ser comparado ao lugar de controlador de tráfego aéreo. Candidatar-se a um lugar que exige um esforço desta natureza não é para qualquer um.
Nos dois casos está em jogo a vida de pessoas.
Foto de http://www.istockphoto.com
21.9.06
QUE RAIVA
Estou há uma hora a tentar perceber porque é que não consigo colocar uma imagem do photoshop aqui.
Ainda não li a ajuda para estes casos, nem sei se existe.
Ajudem-me!!
Ainda não li a ajuda para estes casos, nem sei se existe.
Ajudem-me!!
GOSTO E NÃO GOSTO
Gosto quando te despedes de mim com um beijo.
Não gosto que critiques. Deixa-me um sabor amargo na boca. Mesmo que não sejam direccionadas para mim, quando o fazes, a mancha negra que se infiltrou há muito no meu hará aumenta como uma mancha de tinta no papel.
Não gosto que digas "está bem" sem dares luta, sem te importares. É como se não quisesses saber dos meus sentimentos. Estás farto?
Gosto muito quando me sorris.
Não gosto quando te colocas num grupo e me colocas e aos restantes rebentos noutro. Como é que se parte assim? Não será eu, tu e os rebentos? Porquê tu de um lado e eu e os rebentos doutro?
Gosto quando há cumplicidade entre nós.
Não gosto onde estamos. Faz-me ter que sentir um nada e ao mesmo tempo uma dor.
Gosto onde estamos. Parece-me que avançámos muito nestes ultimos tempos.
Gosto das crises. São como as grandes revoluções, fazem-nos avançar.
Não gosto das crises. Avançamos, mas tem custos e não sabemos para onde.
Não gosto que critiques. Deixa-me um sabor amargo na boca. Mesmo que não sejam direccionadas para mim, quando o fazes, a mancha negra que se infiltrou há muito no meu hará aumenta como uma mancha de tinta no papel.
Não gosto que digas "está bem" sem dares luta, sem te importares. É como se não quisesses saber dos meus sentimentos. Estás farto?
Gosto muito quando me sorris.
Não gosto quando te colocas num grupo e me colocas e aos restantes rebentos noutro. Como é que se parte assim? Não será eu, tu e os rebentos? Porquê tu de um lado e eu e os rebentos doutro?
Gosto quando há cumplicidade entre nós.
Não gosto onde estamos. Faz-me ter que sentir um nada e ao mesmo tempo uma dor.
Gosto onde estamos. Parece-me que avançámos muito nestes ultimos tempos.
Gosto das crises. São como as grandes revoluções, fazem-nos avançar.
Não gosto das crises. Avançamos, mas tem custos e não sabemos para onde.
FUI E JÁ VOLTEI
Pois.
Fui de férias, estive de férias, gozei as férias.
Mas acabaram.
E agora é imperioso moldar-me novamente ao horário da labuta.
Acordar-me, acordar os outros.
Motivar-me, motivar os outros.
Obrigar-me e obrigar os outros.
ARGH!!!
Não quero isto.
Falta-me o cheiro das ervas, o barulho das cigarras e o piar nocturno do mocho.
Quero o meu Algarve. QUERO O MEU ALGARVE!!!
Quero os cheiros e os sons e a calma e o pão no forno a lenha.
E quero até mesmo o cabrão do galo que não me deixa dormir e me ferra quando me aproximo.
Fui de férias, estive de férias, gozei as férias.
Mas acabaram.
E agora é imperioso moldar-me novamente ao horário da labuta.
Acordar-me, acordar os outros.
Motivar-me, motivar os outros.
Obrigar-me e obrigar os outros.
ARGH!!!
Não quero isto.
Falta-me o cheiro das ervas, o barulho das cigarras e o piar nocturno do mocho.
Quero o meu Algarve. QUERO O MEU ALGARVE!!!
Quero os cheiros e os sons e a calma e o pão no forno a lenha.
E quero até mesmo o cabrão do galo que não me deixa dormir e me ferra quando me aproximo.
7.9.06
COMEMORAÇÃO

Ontem, dia 5 de Setembro, fiz anos de casada.
Muitos anos.
São os anos da crise, mas não por estes dias.
Bem, lá fomos ao Novo Bonsai na rua da Rosa.
Comida a sério feita por um cozinheiro japonês.
Conhecemos o restaurante há uns 15 anos ou mais, nem me lembro bem.
Descobrimos há 1 ano que existem uns pratos do dia que são divinais: pargo com miso, peixe voador frito/crú, atum com natou, entre outros.
A Luisa Yokoshi dá uns bons conselhos e foi ela quem nos mostrou aquela ementa pela primeira vez. Truques. Os pais, nestes anos todos em que somos clientes, nunca nos mostraram o divino.
Lá saciámos o paladar de comida japonesa a sério.
Desta vez ficámos cheios.
Mas as crianças nunca se saceiam. Adoram tudo e sabem o que é bom na vida. Excepto quando querem comer os disparates desenxabidos de que me recuso a falar aqui. Mas isso são apenas momentos pontuais de que se vão envergonhar no futuro, mas vão ter que viver com isso.
Lá se passou mais um aniversário em que comemorou só o núcleo. Sem pais, nem avós, nem irmãos, nem cunhados, sem sobrinhos, nem primos.....
Para o ano espero ter um espação de fazer inveja a mim onde caibam todos de quem gosto para comemorar como gostaria. Fazem-me falta as festas! Também sou um pouquinho povinha (mas só um poucochinho).
3.9.06
ETIQUETAS
MENINA BONITINHA- durante muito tempo precisei ser assim. Era a melhor forma para agradar aos outros e sentir que gostavam de mim. Sei-o agora. Já não exerço.
MEDO DA FALHA - Não gosto de errar, ser ridícula, ser menos que os outros, parecer idiota e pouco inteligente. Não quero nenhuma destas manchas no meu percurso. Sei agora que não resulta. Fico artificial porque não sou espontânea e fico idealizada, o que não é nada saudável.
BRUTA- É assim que sou, é difícil de aceitar. Vou aceitando melhor por estes dias. Sei que me há-de passar. Sei onde radica.
RAIVOSA- Resultado da sensação de não ser amada. É assim para quase todos nós. Estou a tentar gerir. Que importa que não me amem? Eu é que preciso de me amar. Viverei comigo até ao final dos meus dias (diálogo de autoconvencimento).
BEIJOQUEIRA- Adoro dar beijinhos e abraços, guardar no colo os mais pequerruchos, sentir a pele suave, acariciar os cabelos, olhá-los quando não dão por isso.
MEDO DA FALHA - Não gosto de errar, ser ridícula, ser menos que os outros, parecer idiota e pouco inteligente. Não quero nenhuma destas manchas no meu percurso. Sei agora que não resulta. Fico artificial porque não sou espontânea e fico idealizada, o que não é nada saudável.
BRUTA- É assim que sou, é difícil de aceitar. Vou aceitando melhor por estes dias. Sei que me há-de passar. Sei onde radica.
RAIVOSA- Resultado da sensação de não ser amada. É assim para quase todos nós. Estou a tentar gerir. Que importa que não me amem? Eu é que preciso de me amar. Viverei comigo até ao final dos meus dias (diálogo de autoconvencimento).
BEIJOQUEIRA- Adoro dar beijinhos e abraços, guardar no colo os mais pequerruchos, sentir a pele suave, acariciar os cabelos, olhá-los quando não dão por isso.
JÁ VOLTEI
Voltei de férias mas não me sinto saciada.
Falta-me algo mais.
Mais dias de calor abrasador para aguentar os terríveis dias de Inverno.
Mais banhos na cálida água serena das ilhas e do litoral.
Mais dolce fare niente pós almoçaradas.
Mais pão para amassar e cozer no forno a lenha.
Mais mergulhos na piscina e braçadas e boleias para as crianças "vamox a lixboua".
Soube-me a pouco, porra.
Quero mais.
Recuso-me a entrar na rotina outonal sem estarem preenchidas as minhas exigências!!!
Falta-me algo mais.
Mais dias de calor abrasador para aguentar os terríveis dias de Inverno.
Mais banhos na cálida água serena das ilhas e do litoral.
Mais dolce fare niente pós almoçaradas.
Mais pão para amassar e cozer no forno a lenha.
Mais mergulhos na piscina e braçadas e boleias para as crianças "vamox a lixboua".
Soube-me a pouco, porra.
Quero mais.
Recuso-me a entrar na rotina outonal sem estarem preenchidas as minhas exigências!!!
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